Aos macacos, as bananas.

macaco

 

Juro que me dá até pena dos coitados dos macacos, de como são sempre comparados com os humanos. Eles, querendo apenas viver e se reproduzir. Nós, vivendo para nos sobressair a todo custo em nossa sociedade, nem que para isso tenhamos que denegrir a imagem do próximo.

Vamos colocar dessa maneira: deixem os macacos fora disso. O preconceito é histórico. E imagino que tenha surgido no momento em que alguém se sentiu inseguro sobre si mesmo ou se viu ameaçado de alguma maneira e começou a julgar o outro simplesmente por ser diferente ou por ser partidário de outras formas de pensar, ideologias, opiniões, pela cor de sua pele.

O episódio que ocorreu com o famoso jogador de futebol acontece todos os dias em escala menor, diariamente. Todo mundo certamente já presenciou ou ficou sabendo de algum ato racista e sabe como é abominável este tipo de atitude, quiçá aqueles que já sofreram com ele. Aqui chamo a sua atenção não para a campanha feita pelos atores “globais” apoiando a atitude de Daniel Alves – apesar de ter a minha opinião formada sobre isso -,  mas para os aspecto humano por trás do preconceito no geral. O que leva algumas pessoas a agirem dessa forma?

Me parece que a insatisfação consigo próprio, com a incapacidade ao lidar com certas emoções que surgem dentro de si faz com que alguém se veja compelido a “atacar” o outro com palavras, gestos ou até se valendo da força física. É aquela velha história: se todos estão felizes por que fazer o mal para o outro? Qual a necessidade disso? Nenhuma.

Proponho a você que tente se conhecer melhor, avaliando quais são suas fraquezas para, assim, tentar encontrar uma forma de lidar melhor com elas. Não se engane: você não vai fazer isso um dia da sua vida, é um exercício diário. Se as pessoas procurassem lidar com suas emoções de uma maneira franca e direta talvez não refletiriam suas frustrações em outras pessoas. Olhe para si e investigue o que você tem projetado no outro. Essa é uma responsabilidade sua e de mais ninguém.